Lista da fila do SUS já está disponível na internet para todo o estado de SC

A partir desta terça-feira (14) já está disponível no site da Secretaria de Saúde de Santa Catarina a consulta pela posição de espera de pacientes na fila do Sistema ùnico de Saúde (SUS).
A ideia de divulgar a lista é garantir mais transparência, para evitar casos de corrupção na fila, e também para planejamento do estado. 

Pela internet é possível ver a situação individual dos pacientes com relação a consultas, exames e intervenções cirúrgicas.




A lista de espera deve ser disponibilizada em cada esfera de governo pelo gestor do SUS, que deverá seguir a ordem de inscrição para a chamada dos pacientes, salvo nos procedimentos emergenciais.

As informações divulgadas devem conter, entre outros itens:

– A data de solicitação da consulta, do exame, das intervenções cirúrgicas ou de outros procedimentos;
– A posição que o paciente ocupa na fila de espera;
– Nome completo dos inscritos habilitados para a respectiva consulta, exame, intervenção cirúrgica ou outros procedimentos;
– A relação dos pacientes já atendidos,
– A estimativa de prazo para o atendimento solicitado.


As informações inseridas nas listas de espera e nas listas de pacientes agendados e atendidos serão atualizadas semanalmente (todas segundas-feiras).

Através do CPF ou do Cartão Nacional de Saúde (CNS), o paciente pode verificar a previsão de quando será atendido.
Até às 14h45 desta terça-feira (14), 483 mil aguardavam algum procedimento.

Municípios devem criar centrais ambulatoriais

Como o controle total das filas de espera do SUS depende dos órgãos municipais, as cidades catarinenses precisam agilizar o processo se querem cumprir com o acordo feito entre o MP e os órgãos de administração pública.

Segundo o diretor executivo do Conselho de Secretarias Municipais de Saúde, Geraldo Azzolini, os municípios de médio e grande porte já receberam treinamento e começaram a abastecer o sistema. No entanto, ainda faltam as cidades menores.

– Estamos em processo de implantação, que é bem complexo. Agora, temos que fazer o treinamento com os municípios menores – disse.

Para que o sistema funcione a pleno vapor, as cidades deverão implantar as próprias centrais ambulatoriais, pois cada cidade conta com serviços de saúde específicos.