Jovens encontrados mortos em Palhoça foram torturados e queimados vivos

A DIC -  Divisão de Investigação Criminal- de Palhoça, divulgou na segunda-feira (27), que o casal achado morto na semana passada, foi mantido em cárcere privado, torturado e queimado vivo.

A polícia encontrou na manhã de sábado (25), no município de Águas Mornas, o cadáver da jovem Thuane Gonçalves da Cruz, 20 anos. Ela foi queimada viva juntamente com seu namorado Rudimar Muller, 18 anos, na madrugada da última terça-feira (21), em Palhoça.  O crime foi executado por membros de facção de venda de drogas na região.

O corpo de Thuane foi localizado em um matagal perto da rodovia BR-282. Já o corpo de Rudimar foi localizado carbonizado na manhã de quarta-feira (22). A morte do casal foi filmada e distribuída pelas redes sociais ( o vídeo é impublicável pelos requintes de crueldade e selvageria).

Casal foi queimado vivo e ação foi toda filmada pelos criminosos. Imagem: Reprodução/Facebook
Junto ao corpo de Rudimar, os bandidos fixaram uma placa escrita "morreu porque é cagueta".
Segundo a delegada Raquel Freire, a polícia chegou aos cinco suspeitos – presos no sábado (25) – através do vídeo divulgado.

A DIC só  teve conhecimento que houve a filmagem após a descoberta do corpo de Rudimar.  "A partir daquele vídeo, nós iniciamos a investigação de quem tinha compartilhado.”.
Segundo a delegada, a filmagem foi divulgada pela primeira vez na madrugada de terça. “Fizemos o caminho inverso para saber onde o casal estava antes de ser encontrado morto".

Através de denúncias anônimas, a investigação descobriu quem tinha postado o vídeo das execuções pela primeira vez. Através desse suspeito, a polícia chegou aos demais.

Os cinco devem responder por duplo homicídio, vilipêndio de cadáver e formação de organização criminosa. Entre eles está o homem que a polícia acreditar ser o mentor dos crimes. Depois que ele foi preso, indicou o local onde estava o corpo de Thuane, que havia sido mutilado e enterrado.

Agora, a investigação trabalha para individualizar a participação de cada suspeito. O homem que seria o líder confessou os crimes.