Epagri identifica vírus raro em plantações de cebola em Santa Catarina

A Empresa de Pesquisa Agropecuária e Extensão Rural de Santa Catarina (Epagri) identificou um vírus em produções de cebola de três cidades catarinenses na safra deste ano.

O 'Iris yellow spot vírus' nunca havia sido identificado no Sul do país e não era registrado oficialmente no país desde 1994.

Vírus identificado em SC pode causar perdas na produção Imagem: Epagri/Divulção 
O 'Iris yellow spot vírus' nunca havia sido identificado no Sul do país e não era registrado oficialmente no país desde 1994.

O vírus constatado em Ituporanga e Aurora, no Vale do Itajaí, e em Campos Novos, no Oeste, pode causar perdas na produção.

Como a doença é nova na região e não há muitas pesquisas, a Estação Experimental da Epagri em Ituporanga vai iniciar estudos para detecção do vírus, entender como ele se dissemina e também pesquisar práticas de manejo que possam minimizar os prejuízos.

Os pesquisadores acreditam que a transmissão ocorra por tripés ou piolho da cebola, uma praga desse tipo de cultura, além de outros fatores.

“Apesar de estudos sobre manejo e epidemiologia da doença ainda serem praticamente inexistentes nas condições brasileiras, sabe-se que o aparecimento dos sintomas pode estar associado a algum fator de estresse abiótico, como temperaturas elevadas e estresse hídrico, entre outros”, detalha a pesquisadora Renata de Souza Resende.

Os sintomas geralmente se apresentam no início da bulbificação, em manchas amarelas ou verde claras, em formato de losango, no pendão ou em manchas esbranquiçadas nas folhas.

Apesar de ainda estar em fase de estudos sobre o manejo mais adequado na produção de cebola para evitar essa doença, a Epagri faz orientações aos produtores: controlar as plantas daninhas e os piolhos de cebola; irrigar e adubar corretamente as culturas; e ter práticas de conservação, com o uso de cobertura no solo e rotação de culturas.