Perfis falsos e robôs devem influenciar as eleições de 2018

Já existem dados científicos que apontam o uso de robôs na internet para influenciar os humanos. Hoje, o uso de contas falsas e a atuação de robôs nas redes sociais é um problema que está longe de ser abordado e tende a se agravar ainda mais nas eleições de 2018.

O veto do presidente Michel Temer à emenda na reforma política que determinava a suspensão de comentários ou publicações difamatórias nas redes sociais silenciou as acusações de tentativa de censura.

Mas deixou sem solução um problema maior e ainda mais grave: a proliferação de usuários fake (falsos) e robôs nas redes sociais com o intuito de direcionar o debate eleitoral e político.

Imagem: Henry Milleo
Autor da emenda vetada por Temer, o deputado Áureo (SD-RJ) afirmou que sua intenção com a proposta era evitar a proliferação de fake news durante o período eleitoral.

Nas discussões políticas, os robôs têm sido usados por todo o espectro partidário não apenas para conquistar seguidores, mas também para conduzir ataques a opositores e forjar discussões artificiais. Eles manipulam debates, criam e disseminam notícias falsas, e influenciam a opinião pública postando e replicando mensagens em larga escala.

Comumente, por exemplo, eles promovem hashtags que ganham destaque com a massificação de postagens automatizadas de forma a sufocar algum debate espontâneo sobre algum tema.

Já é possível identificar os fakes de forma automática. Essas contas apresentam padrões de comportamento e sistemas conseguem identificar automaticamente humanos e robôs com base no padrão comportamental do perfil.

O desafio é manter esses sistemas atualizados e alimentá-los com padrões de comportamento de humanos e de robôs.