Olha o exemplo de economia: Assembleia Legislativa de SC cria 15 novos cargos comissionados

Um ato da mesa da alesc - Assembleia Legislativa de Santa Catarina - criou 15 novos cargos comissionados, todos de assessores dos integrantes da própria mesa.
O novo ato alterou a tabela que determina a quantidade máxima de cargos e cotas de assessores parlamentares da própria mesa. Agora, o presidente da assembleia, deputado Silvio Dreveck (PR) vai ter direito a até 10 assessores. Antes, eram sete.

Os dois vice-presidentes, Aldo Schneider (PMDB) e Mario Marcondes (PSDB)
 e os quatro secretários, Kennedy Nunes (PSD), Dirce Heiderscheidt (PMDB),
Ana Paula Lima (PT) e Maurício Eskudlark (PR) vão poder ter até cinco assessores cada um. Antes, eram no máximo três para cada. Com isso, no total, são 15 comissionados a mais.
Assembleia Legislativa de Santa Catarina/Divulgação
O ato da mesa foi publicado no Diário da Assembleia de 11 de outubro. Esses atos ocorrem quando os deputados que compõem a mesa diretora tomam uma decisão por conta própria, sem precisar da aprovação no plenário.

Para criar cargos, precisa ter um projeto de lei complementar. Se precisa, tem espaço, tem necessidade, precisa criar novos cargos, mas daí tem que fazer todo o trâmite e a justificativa muito clara para a criação dos cargos", afirmou o deputado.

Pelos cálculos de Dresch,  o impacto financeiro desses cargos será de aproximadamente R$ 200 mil/mês e os salários podem chegar a R$ 14 mil.

Mais polêmica

A ALESC também contratou, por meio de licitação, quatro ascensoristas pelo valor mensal de R$ 6.265,47 cada. A quantia é quase cinco vezes maior do que o piso salarial da categoria, de R$ 1.232 mensais, de acordo com o Sindicato da Habitação de Santa Catarina (Secovi-SC).

Além dos ascensoristas, o documento prevê pagamentos acima dos de mercado para dois técnicos de enfermagem, que custarão quase R$ 12 mil mensais por oito horas diárias, de segunda a sexta-feira.
Técnicos em enfermagem antigos, que ingressaram no serviço público há mais de 10 anos, recebem em torno de R$ 2,8 mil por mês para a mesma jornada.

Outras contratações foram feitas, também com salários bem acima da média.
Em nota, a Assembleia afirma que o contrato para fornecimento de mão de obra terceirizada assinado pelo Legislativo em 2017 representa uma redução no valor em relação ao contrato em vigor até o ano passado.

Já a Ondrepsb empresa vencedora da licitação, informa que todo o processo licitatório foi acompanhado pelo Ministério Público junto ao Tribunal de Contas do Estado e pelo Poder Judiciário e que os valores estão condizentes com as regras mercadológicas vigentes e previamente previstos em Edital e contrato administrativo.
Em uma época de contenção de despesas, a finalidade de algumas funções contratadas e principalmente os valores a serem pagos deveriam ser revistos, não é?
Fonte: ALESC e Diário Catarinense