Horário de verão. Dificuldade para acordar cedo não é só preguiça, é genética

A estratégia foi adotada pela primeira vez no mundo durante a Primeira Guerra Mundial. Desde então, diversos estudos têm avaliado o impacto da mudança do horário na vida das pessoas.

Ele causa desconforto para a maioria das pessoas, podendo prejudicar a saúde, o rendimento no trabalho,os estudos e pode levar a acidentes. Mesmo assim, mais um horário de verão vem aí.


Mesmo quem gosta do horário de verão deverá sentir algum efeito, como se tivesse viajado para um lugar com diferente fuso-horário. Isso ocorre porque temos dois relógios. 
Um é o biológico, ligado ao ritmo das secreções hormonais e do funcionamento dos órgãos do nosso corpo. O outro, o social, que marca a hora de entrar no trabalho, na faculdade ou escola. 

As consequências causadas pela desregulação do relógio interno (biológico), podem ser diabetes, obesidade, problemas de sono e doenças neurodegenerativas.
Quem diz diz isso são três americanos, Jeffrey C. Hall, Michael Rosbash e Michael W Young, ganhadores do Nobel de Medicina 2017.

Com o tempo, as pessoas se adaptam. Algumas tem uma dificuldade maior outras passam desconforto durante todo o horário de verão.

Quem mais sofre são as pessoas vespertinas, que gostam de ir dormir mais tarde e possuem dificuldade natural para acordar cedo. Quem tem flexibilidade para acordar mais tarde, pode se adaptar melhor.

Dificuldade para acordar cedo não é só preguiça ou mau hábito, é genética.  Preferir acordar tarde pode ser uma característica pessoal determinada pelos nossos genes.

Apesar de estudos, opiniões e recomendações, o horário está aí e a melhor coisa a fazer é tentar adaptar-se o mais rápido possível. Boa sorte a todos!