Dívida da prefeitura de Três Barras dispara e aumenta R$ 4,5 milhões em menos de dois meses

Menos de dois meses após divulgar o montante da dívida da prefeitura de Três Barras, que era de R$ 14,5 milhões, o prefeito Luiz Shimoguiri aponta novo valor para a dívida do governo municipal:  R$ 19 milhões.
Só para relembrar, em abril ela era de R$ 10 milhões.

O levantamento é do setor de Contabilidade e os valores equivalem a pagamentos a serem feitos a curto, médio e a longos prazos.

Desse montante, aproximadamente R$ 15,2 milhões são de débitos já consolidados e sem disponibilidade financeira. 


Outros R$ 3,8 milhões também são de valores liquidados e consolidados, mas que ainda devem ser repassados à prefeitura. Esses recursos são originários de convênios firmados em exercícios passados com os governos estadual e federal.

Se contabilizados apenas os débitos com a Previdência Social, FGTS, Pasep e precatórios, além do acréscimo de juros e multas, a dívida chega a aproximadamente R$ 12,5 milhões.

Somam-se a essa conta, ainda, repasses não feitos pelo governo anterior a instituições de empréstimos consignados, apesar de os valores das prestações terem sido descontados na folha salarial dos servidores. 
Os R$ 2,7 milhões restantes são referentes a dívidas com credores diversos.

Conforme Shimoguiri, só nos últimos dois meses foram apurados R$ 800 mil em novas dívidas, ou seja, que nem haviam sido empenhadas pela prefeitura no final do exercício anterior.

Até o momento o município já quitou cerca de R$ 4 milhões em dívidas, renegociou débitos e parcelamentos com credores, principalmente, com a Previdência Social, Pasep e precatórios.

Para honrar compromissos, o governo adotou medidas de economicidade sem prejudicar o andamento dos serviços essenciais oferecidos à população. “Mesmo cortando gastos, em nenhum momento deixamos de atender às demandas importantes”, garantiu o prefeito.

Apesar do cenário delicado, Shimoguiri acredita na reação das contas do município a partir do segundo semestre do próximo ano. “Estamos colocando a casa em ordem para que depois possamos realizar as obras e serviços tão essenciais e esperados pela população”, argumentou.