A Saúde de Santa Catarina está doente. Faltam médicos, leitos, insumos

Aumento do rombo na secretaria da saúde, falha na reposição de utensílios básicos e déficit de servidores em hospitais mantidos pelo estado pioram o quadro de quem precisa de tratamento, exames ou medicamentos em Santa Catarina.

Em setembro deste ano, o secretário adjunto de Estado da Saúde para assuntos finalísticos, Murillo Capella, disse que a"Saúde de SC é a melhor do país". Imagine então se não fosse.
Com a dívida beirando os R$ 768 milhões, o Secretário de Saúde admite crise e diz que não tem como "produzir dinheiro".

Imagem:Agência Brasil
Enquanto isso, usuários do SUS em todo o estado, recebem sempre a mesma resposta: Tem que aguardar.

As justificativas são conhecidas da população que, independentemente da especialidade, precisa de algum procedimento.
Não importa a complexidade. Faltam médicos, leitos, insumos. 

A dívida da Secretaria Estadual da Saúde, agravou o quadro já crônico em uma área debilitada e delicada. Que o digam os ostomizados, pessoas que usam bolsas coletoras para eliminar fezes e urina: pelo menos 1,4 mil dos 3,6 mil cadastrados na Secretaria de Estado da Saúde estão com o fornecimento suspenso. 

Um fator limitador das rotinas, pois quem usa as bolsas não sente mais vontade de fazer xixi ou cocô. A eliminação do organismo é involuntária.
Nem as crianças são poupadas desse rombo na área da saúde. Há casos em que pais precisaram comprar medicamentos mesmo enquanto os pequenos estão internados na UTI.


O quadro da saúde pública piorou com o aumento do desemprego, suspensão dos planos de saúde e redução da renda dos catarinenses.

Com isso, o antes desmerecido SUS virou salvação para muita gente. Porém, ele demora para atualizar a tabela e os remédios e pacientes se veem obrigados a buscar na Justiça a medicação para doenças raras.

O Estado não fornece os números de quem aguarda medicamento. Enquanto isso, as filas aumentam. E a saúde do catarinense piora.