Governo estuda fim do horário de verão. Você concorda?

O horário de verão sempre dividiu opiniões entre os cidadãos brasileiros. Ele tem sido aplicado desde 1931/1932, com alguns intervalos.

Nos últimos dez anos, segundo o governo federal, a medida tem possibilitado uma redução média de 4,5% na demanda por energia no horário de maior consumo e uma economia absoluta de 0,5%.

Fim do horário de verão 2017

Agora o governo está avaliando se mantém ou extingue, nos próximos anos, a adoção do horário de verão nas regiões Sul, Sudeste e Centro-Oeste do país.

A reavaliação da medida se baseia em estudos recentes do ministério, que mostram "efetividade decrescente" do horário de verão nos últimos anos.
Segundo esses relatórios, o perfil de consumo da energia elétrica mudou e, com isso, a mudança do relógio economiza cada vez menos energia.

Caso não haja mudança, o horário de verão se iniciará em 15 de outubro e terminará em 17 de fevereiro do próximo ano.
Não existe um prazo formal para que a decisão seja tomada.

Sem sobrecarga

Nas últimas décadas, o governo justificou a adoção do horário de verão pela diminuição da sobrecarga nas linhas de transmissão nos horários de pico – entre 18h e 19h, por exemplo.

Durante o horário de verão, nos estados afetados, o dia ainda está claro nesse intervalo, diminuindo o número de lâmpadas ligadas nas residências.

Além das casas, a iluminação pública é acionada mais tarde, deixando de coincidir com o horário de consumo da indústria e do comércio. Na última vigência do horário de verão – entre outubro de 2016 e fevereiro de 2017 –, o governo federal estimava economia de R$ 147,5 milhões.