Tragédia anunciada! Mulher acusada de homicídio já havia feito vários boletins de ocorrência


Leoni Lis, acusada de tentativa de homicídio por ter disparado uma garrucha calibre 36 e alvejado E.S. de 23 anos, já havia feito boletins de ocorrência e denúncias sobre as ameaças que vinha sofrendo já há três meses.



Alguns dias antes do crime, Leoni procurou, por meio de mensagens no Facebook, o jornalista Joaquim Padilha.

Nas mensagens, Leoni demonstrava desespero e pedia ajuda. Dizia que não sabia mais o que fazer com o fato de estarem apedrejando a porta e a garagem de sua casa.
Em resposta, o jornalista a orientou a ligar para o telefone 190 e até a ir diretemante no quartel, o qual foi respondido que já havia ido até lá e solicitado ronda, e que não foi atendida.

Essa conversa foi postada em grupo do WhatsApp, que é o canal onde a imprensa recebe notificações de ocorrências da PM.

Na mensagem, Leoni diz ainda: “Quando mata em legítima defesa, ainda vai pra cadeia e toma por bandido”.

Resposta da Polícia Militar

O comandante do 3º Batalhão de Polícia Militar, tenente coronel João Marcos Dabrowski de Araújo, conversou com a imprensa por meio de nosso grupo do WhatsApp e lamentou o fato.

Disse que foram feitas ações e contatos para buscar prevenir ou reprimir aquilo que era alegado pela Senhora Leoni que se dizia vítima de perturbações, com apedrejamento da sua casa por este que foi atingido pelo disparo e pelo que dirigia o veículo onde este atingido estava.

"Acertado estava com a senhora, que se o veículo e pessoas fossem vistas nas proximidades ou fizessem as ações de apedrejamento ou qualquer outra, que nos avisasse imediatamente.                       Assim aconteceu, como está no relato do boletim PM, indo a Guarnição de Serviço até o local e entrando em contato com a senhora.                        
Infelizmente a Guarnição não localizou o homem que teria apedrejado a casa."

"Desde os primeiros contatos com a senhora orientamos que não houvesse enfrentamento direto. Até mesmo porque há ação judicial em trâmite entre o filho da senhora e o que dirigia o veículo no momento do disparo."

"Importante também destacar que a senhora não nos informou ter uma arma de fogo em casa, e foi surpresa ver que além de tudo, fez uso de tal arma, mesmo que possa ter sido para supostamente se defender, dar um susto, ou algo neste sentido." finalizou o comandante Araújo.

Leoni foi solta nesta segunda-feira (05) e vai responder ao processo por tentativa de homicídio em liberdade.