Médico do SAMU nega atendimento a paciente engasgado no Paraná

O cantor Claudecir  Borelli conta que estava jantando e não percebeu que o pedaço de peixe que havia comido estava com uma espinha. “Em determinado momento, eu parei. Viram minha situação”, conta ao lembrar do momento em que se engasgou.

Vendo que Claudecir não conseguia respirar, os amigos que estavam com ele ligaram imediatamente para o SAMU.



O amigo que ligou pede para que quem está do outro lado da linha, se identifique.
A atendente apenas pergunta qual é a emergência e informa que a ligação está sendo feita ao “Samu, 192”, além de perguntar se trata-se de um trote.

Claudecir Borelli
Depois de dois minutos e meio, a ligação é repassada para o médico, que pergunta o que está acontecendo.

Ao saber do caso, diz que “com espinha de peixe não morre, não se afoga, não se preocupe”.

O colega insiste mais uma vez pela ambulância e o médico diz que não será encaminhada. “Não vai a ambulância, não senhor. Pode ir por sua conta, senhor”, indica.


Depois de negado o atendimento pelo Samu, os amigos resolveram levar Claudecir, em um carro, para o hospital.

No caminho, encontraram uma ambulância do SIATE - Serviço Integrado de Atendimento ao Trauma em Emergência -  que o socorreu e levou para o Hospital Municipal de Foz do Iguaçu, onde ficou por mais de dez horas na tentativa de retirar a espinha do peixe, onde só foi possível através de Endoscopia.

O que diz a coordenação do SAMU:

Questionado sobre a recusa de atendimento, o Samu reconheceu que durante a ligação alguns protocolos de emergência adotados não foram respeitados.

Segundo o coordenador Marcelo Lima de Leitte, a atendente e o médico deveriam ter se identificado e perguntado sobre o estado do paciente, o que não foi feito em nenhum momento.
"Quando o regulador recebe a chamada, recebe a ligação, ele pergunta se o paciente está respirando,  se tem pulso, se consegue conversar...em cima dessas informações, que é perguntado de forma simples, ele começa a graduar qual o grau de urgência/emergência para a situação", explicou o coordenador.
Um processo administrativo interno será aberto para investigar o caso.

Veja o vídeo com a conversa entre o amigo e a atendente e médico do SAMU: