Garota de 19 anos é queimada viva por dívida de tráfico, em Santa Catarina


O corpo Roberta Keller, 19 anos,  foi encontrado totalmente queimado, em uma cova rasa em meio à mata, em uma área rural de Brusque, no Vale do Itajaí.

Roberta foi assassinada na madrugada do dia 25 de maio, mas a imprensa só teve autorização para divulgar o crime na noite de quinta-feira (01), pois a Polícia Civil preferiu manter em sigilo as investigações para conseguir prender a tempo os criminosos. 


Ela, que era natural de Chapecó mas morava em Guabiruba, foi incendiada viva, e tinha sinais de torturas pelo corpo.

O delegado Alex Bonfim Reis recebeu um áudio de WhatsApp em que mostrava a gravação dos acusados do crime com Roberta, em que eles a fazem confessar que roubou uma quantia de drogas de um dos acusados pela morte.

Com essas informações, a polícia iniciou as investigações e conseguiu chegar aos nomes dos envolvidos, porém, restava ainda saber a localização do corpo.

Foi então que a polícia recebeu mais uma denúncia informando com exatidão o local em que ocorreu o crime. 

Local onde o corpo foi encontrado
Na tarde de quarta-feira (31), os agentes da DIC foram até o local indicado, junto com policiais do Pelotão de Patrulhamento Tático (PPT), cavaram em uma terra mexida e encontraram o corpo carbonizado.

Durante as investigações foi descoberto que um taxista, que também foi preso temporariamente, foi quem levou os quatros acusados e Roberta até o local do crime. 
Em certo momento, um dos envolvidos mandou o taxista ir até um posto de combustíveis para comprar gasolina e retornar ao local. Depois disso, o taxista conta que foi embora e retornou apenas uma hora depois.

Após matarem a jovem, voltaram de táxi apenas os quatro acusados, sem a Roberta, todos estavam sujos de lama, e trouxeram de volta uma enxada, a qual levaram junto no porta-malas do carro.

Coincidentemente, no mesmo dia, a Polícia Militar recebeu uma denúncia que o mesmo táxi transportava drogas.

Os policiais então abordaram o veículo com os ocupantes em um posto de combustíveis e os encontraram sujos. Porém, como nada foi localizado, eles foram liberados.

Prisão dos suspeitos

Após encontrarem o corpo de Roberta, o delegado entrou com pedido de prisão contra os quatro acusados, além do taxista.

Na quinta-feira, a DIC, em conjunto com a Polícia Militar, conseguiu prender Cláudio Batista dos Santos; Júlio César Poroski, o Galego; Pâmela Tainá Carvalho Pereira e o taxista, que não teve o nome divulgado, pois ainda se investiga a participação dele no crime.


Segundo o delegado, Roberta não morava mais com a família, não tinha paradeiro certo e estava envolvida com drogas e sua morte está relacionada a uma dívida com os traficantes.  “A Roberta foi mais uma vítima do tráfico".

O Município
Imagens: Divulgação

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