Excesso de chuva trouxe prejuízos para a agricultura da região


As chuvas que atingiram Santa Catarina causaram estragos também ao setor agropecuário. Os prejuízos são principalmente nas safrinhas de feijão e milho, que estão em fase final de colheita.

O impacto maior do excesso de chuvas no setor agropecuário será sentido pelos produtores de feijão e milho. 
As regiões mais atingidas foram a Oeste e Extremo-Oeste, lembrando que na região de Rio do Sul ainda não foi possível realizar levantamento de perdas agrícolas.

Oeste Catarinense
Segundo informações obtidas com técnicos e produtores dos municípios afetados, falta colher seis mil hectares de feijão e as perdas são estimadas em 50% da produção, ou seja, cinco mil toneladas que poderão ser perdidas.

Na produção de leite ainda não há registro de perdas. As coletas estão sendo executadas, mesmo com dificuldade devido às estradas danificadas.

Meio-Oeste

Na região de Joaçaba os maiores prejuízos são na atividade leiteira. A redução na produção já gira em torno de 10%. Além disso, os técnicos da Epagri descrevem o atraso tanto no plantio de alho quanto no término da colheita de milho.

Sul Catarinense

Os danos também são sentidos nas lavouras de feijão e, principalmente, nas hortaliças. A região de Criciúma já contabiliza perdas de aproximadamente 35% nas plantações de hortaliças e a safrinha de feijão pode ter 30% da produção comprometida.

Na pecuária de leite, as perdas giram em torno de 20% em decorrência das pastagens de inverno que não se desenvolvem plenamente.

Planalto Norte


Na região de Canoinhas, os principais problemas estão na atividade leiteira. A captação de leite continua a ser feita por acessos alternativos, por causa das estradas interditadas, porém as pastagens estão sendo danificadas pelo excesso de chuvas.


Estrada de Barra Mansa- Reprodução/Facebook
No município de Irineópolis, onde o plantio de cebola é realizado sob o sistema de plantio direto, poderá ocorrer replantio de algumas áreas devido às enxurradas.

Extremo-Oeste

Na região de São Miguel do Oeste há diminuição no volume de leite produzido e perdas na produção de silagem e de pastagens anuais.

Boa parte da produção de feijão já foi colhida, porém cerca de 1,8 mil toneladas poderão ser perdidas.
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