Ser demitido é pior que se divorciar? Pesquisa aponta que sim


Perder um emprego pode ser um golpe duro, capaz de causar uma queda maior na satisfação com a vida do que enviuvar ou se divorciar, é o que mostra pesquisa recente.

Pessoas desempregadas vão ficando cada mais infelizes à medida que passam os anos. Sua maior esperança é encontrar um trabalho permanente — de preferência, com um bom salário, claro.

Pessoas que perdem um parceiro, por outro lado, podem se recuperar.

Depois que alguém perde um parceiro, o bem-estar cai profundamente e depois, em geral, volta aos níveis anteriores, no entanto, isso não é observado em relação ao desemprego.


O bem-estar dos homens volta aos níveis normais dois anos após a perda de um cônjuge e três anos após o fim de um relacionamento.

Mas e com a perda do emprego? Esse bem-estar continua declinando durante mais de quatro anos. Os homens têm maior probabilidade de sofrer com esse abalo do que as mulheres.

As pessoas podem superar lutos e divórcios. A empolgação de conhecer uma pessoa nova após uma separação pode fazer o coração disparar, mas as pessoas continuam sofrendo com o desemprego.

Não há provas suficientes para afirmar irrefutavelmente por que ser despedido é tão devastador, mas pesquisadores vinculam isso à importância que damos a ter um emprego significativo.

Apesar de resmungarem, as pessoas realmente dão importância para o trabalho que têm e ao apoio social que recebem dos colegas de trabalho.

O impacto de ser demitido é particularmente acentuado entre trabalhadores mais jovens.

Ajuda da família e dos amigos pode aliviar os impactos piores. Pessoas extrovertidas se recuperam mais rapidamente, e até completamente, segundo pesquisa.
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Pesquisa foi feita pela Universidade de East Anglia e do What Works Center for Wellbeing, um órgão independente do governo do Reino Unido.