Viúva Negra vai a júri popular em Caçador

Marli Teles de Souza ficou conhecida como Viúva Negra
Marli Aparecida Teles de Souza, de 48 anos, é acusada de matar o ex-companheiro Rui Nadarci Dias de Oliveira, 60 anos, em junho de 2014, por envenenamento.
Ela irá a júri popular no próximo dia 17 de fevereiro, no Fórum da Comarca.

Marli ficou conhecida como "viúva negra' por ser suspeita de ter matado outros quatro homens, com quem manteve relacionamentos.
Ulisses Antônio Souza de Oliveira, 23 anos, filho de Marli, também será julgado na mesma data.
Eles são acusados de premeditar o crime para receber um seguro no valor de R$ 1,2 milhão.  Os dois estão presos desde novembro de 2014.

Marli e Ulisses responderão pelos crimes de homicídio triplamente qualificado (pelo motivo torpe, pelo emprego de veneno e pela dissimulação) contra a vítima Rui Nadarci Dias de Oliveira, além de fraude processual, corrupção de menores (por terem cometido o crime de fraude na companhia de adolescente) e duas tentativas de estelionato, contra as seguradoras Caixa Seguradora S/A e BB Seguros/Companhia de Seguros Aliança do Brasil.

Corpo da última vítima teria sido levado para um matagal para simular um acidente de trânsito

OS CASOS EM QUE ELA É SUSPEITA

Segundo investigação da polícia e denúncia do Ministério Público, ela é suspeita da morte de Vânio Antônio Nórdio, com quem manteve um relacionamento amoroso em 2011.

Incentivado pela companheira, Vânio fez um seguro de vida no banco, o que rendeu a Marli uma apólice de R$ 81 mil aproximadamente.
 De acordo com a denúncia do Ministério Público, a “viúva negra” ministrou uma alta dose de medicamento que causou a morte do amante.

Em 2013, Marli já havia sido investigada pela polícia, quando retirou do banco um seguro no valor de R$ 195 mil, referente à morte de seu namorado, o agricultor Jocenir de Carvalho,  de 32 anos.

A suspeita da polícia é que a viúva negra começou a atuar em 2000, quando seu primeiro marido veio a óbito, um policial militar de Santa Cecília com idade de 32 anos. Na ocasião, Marli passou a receber uma pensão mensal.

O segundo marido tinha 38 anos quando morreu, em Caçador, e também há indícios que Marli entrou com pedido de pensão e retirada de seguro de vida.

Antes de ser presa, a chamada viúva negra já havia atraído a suposta quinta vítima para sua teia. 
O rapaz desconfiou quando Marli começou a falar, em apenas dois meses de namoro, em seguro de vida.
 "Fazia pouco tempo que a gente se conhecia e ela veio com papo de fazer seguro, insistiu e apresentou umas propostas. Ela disse que pagava o seguro e tudo. Achei muito estranho. Daí, terminei o namoro e saí fora", disse o ex-namorado.