Ex advogada vira prostituta em Brasília. Será a crise?


Em abril do ano passado, a ex advogada Cláudia de Marchi iniciou suas atividades como cortesã de luxo (cortesã de luxo?) na Capital da República.

A gaúcha de 1,69 m, 58 kg, cabelos tingidos de louro, revela suas formas em fotos.

Em junho ela deu entrada no pedido de licença na OAB. Devolveu a carteira de número 63.467, tirada em 2005, no Rio Grande Sul.

A justificativa para essa "virada na profissão"? Desilusão no casamento e relacionamentos fracassados. (oi?)

Essa justificativa deve ter entrado para os anais da entidade de classe: tornar-se "acompanhante de luxo" por causa de desilusões amorosas.

Para exercer a nova profissão, uma das mais antigas do mundo, a gaúcha de Passo Fundo foi de mala, cuia e laptop para Brasília.

Quanto custa?

Há pouco mais de dez meses, a ex-advogada fazia o primeiro programa ao preço de R$ 500 a hora, reajustada recentemente para R$ 600.

A acompanhante de luxo diz atender uma média de dois clientes por dia. Uma clientela exclusivamente masculina que, escolhe teclando no WhatsApp do seu smartphone.

Ela é culta

Ela se coloca no mercado do sexo pago vendendo o corpo e a bagagem cultural, requisito que diz exigir também dos homens dispostos a pagar o seu preço.

Levando em conta tal requisito, os políticos, clientes mais disputados por garotas de programa em Brasília, são até esnobados pela cortesã. "Eu não atendo deputados e senadores. Eles ganham bem, são poderosos, mas não quer dizer que tenham cultura."

Cláudia garante que "consegue sobreviver cobrando bem de pessoas bem posicionadas na sociedade, sem precisar ser cortesã de político".

Tá bom então né? Deve ser a crise.

Folha de São Paulo