25 de outubro de 2010

FUI MORDIDO POR UM CACHORRO, E AGORA?

Hoje em dia muitas pessoas têm contato com animais domésticos e acidentes no convívio estão se tornando comuns dentro da população. Caso a pessoa venha a ser mordida por um cachorro ou gato domésticos, vacinados, conhecidos e que possam ser observados por dez dias, o tratamento para prevenir a raiva provavelmente não será necessário. Peça ajuda a Vigilância Epidemiológica da sua cidade (ligado às prefeituras) se o cachorro for de rua e você souber onde ele está, ou se tiver sido capturado. Os especialistas vão levá-lo e observá-lo. Se o animal tiver sido morto, a vigilância epidemiológica pode fazer exames em laboratório para saber se ele tem a doença e pode demonstrar algum risco a pessoa mordida por ele.                                                                      Caso o animal que mordeu seja desconhecido, ou não possa ser observado, a necessidade do tratamento vai depender da gravidade do ferimento e da ocorrência de casos de raiva na região em que você mora. Peça orientações ao seu médico e vá ao hospital mais próximo.
A raiva é uma doença cada vez menos comum no Brasil, mas, como é fatal, todo cuidado é pouco. No ano de 2008, foram notificados 3 casos de raiva humana, sendo 2 por morcego e 1 por sagui. Não houve transmissão por cão ou gato. Ressalte-se que, naquele ano, foi registrado o primeiro caso de cura de raiva humana no Brasil. Em 2009, foram notificados 2 casos humanos no Maranhão, ambos transmitidos por cão e  de janeiro a setembro de 2010, dois registros, sendo um no Rio Grande do Norte transmitido por morcegos e outro no Ceará transmitido por cão. O tratamento profilático é indicado no caso de o animal estar apresentando sintomas estranhos, quando a mordida for de morcego, ou então no caso de mordida de cão ou gato desconhecido em região considerada de raiva não-controlada.                                                                                   O tratamento para evitar a raiva é gratuito e é feito com uma série de injeções. Em crianças de menos de 2 anos, elas podem ser dadas na perna. 
Mordidas de animais também podem transmitir tétano, mas a vacina contra a doença faz parte do calendário nacional de imunização, dada os 2, 4 e 6 meses, por isso é provável que seu filho já esteja protegido. A vacina antitetânica também tem duas doses de reforço: entre os 15 e 18 meses e entre os 4 e 6 anos.                                                      
Independente do tamanho, raça, sexo, existem algumas medidas que devem ser tomadas quando você é mordido por um cão.
Lave o local da mordida com sabão. Não esfregue com esponja ou qualquer outro instrumento. Somente com as mãos e de forma suave. Isto irá diminuir, ou evitar, a penetração de microorganismos (vírus, bactérias, etc);
Procure imediatamente um posto de saúde da Prefeitura, que deverá orientar sobre os curativos, observação etc.
Se o cachorro que atacou for de rua (não tem um “responsável”), o ideal é alguém tentar capturá-lo e levá-lo para o canil da prefeitura, onde ficará em observação. Caso não seja possível, avise o centro de controle de zoonoses.
Se o cachorro que atacou tiver um “responsável”, este terá a obrigação de mostrar a carteira de vacinação, contendo assinatura e carimbo do médico veterinário (que fez a vacina) e a etiqueta de vacina de alta qualidade (vacina importada).                                      Trabalho realizado pelos alunos de Medicina Veterinária da Universidade do Contestado Antônio Alexander do Prado, Carlos Ricardo Szczerbowski, Francielle Scarduelli, Iaran da Silva, Luiz Paulo Krzesinski, Mailton Rafael Wolfart, Marcelo Gomes Granja e Rodrigo Cardoso Gonçalves, na disciplina de Zoonoses, sob orientação da Professora Doutora Daniela Pedrassani.

Nenhum comentário: